terça-feira, 20 de março de 2012

CULTO MANHÃ COM DEUS / PROVAÇÃO E TENTAÇÃO

COMUNIDADE EVANGÉLICA PORTAS ABERTAS
CULTO MANHÃ COM DEUS
25/03/2012 das 09,00 as 10,30 horas

PROVAÇÃO E TENTAÇÃO

TEXTO BÁSICO:
TIAGO 1: 12-15

12 -Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.
13 - Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta.
14 - Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
15 Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

TEXTO DEVOCIONAL:
DEUTERONÔMIO 8: 1 – 5

1 - Todos os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para os fazer, para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o Senhor jurou a vossos pais.
 2 - E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te tentar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos ou não.
3 -  E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem.
4 -  Nunca se envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos.
5 - Confessa, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o Senhor, teu Deus.
6 - E guarda os mandamentos do Senhor, teu Deus, para o temeres e andares nos seus caminhos.
7 - Porque o Senhor, teu Deus, te mete numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes e de abismos, que saem dos vales e das montanhas; 8terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romeiras; terra de oliveiras, abundante de azeite e mel;
9 - terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro e de cujos montes tu cavarás o cobre.
10 - Quando, pois, tiveres comido e fores farto, louvarás ao Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu.
VERSÍCULO CHAVE
ÊXODO: 20: 20

20 - E disse Moisés ao povo: Não temais, que Deus veio para provar-vos e para que o seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis.

AS CINCO COROAS
  -  COROA INCORRUPTÍVEL
1 Co 9: 24 – 27

24 - Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.
25 - E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.
26 - Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.
27 - Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.

2ª – COROA DA GLÓRIA
1 PEDRO 5: 4

4 - E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.

3ª COROA DA VIDA.
Tiago 1: 12

12 -Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.
Apocalipse 2: 10

10 -Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias.  Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
 
4 – COROA DA JUSTIÇA
2TÍMOTEO 4: 7 – 8

7 - Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
8 - Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.  

5 – COROA DA ALEGRIA
1 - TESSALÔLICA 2: 19-20

19 - Porque qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura, não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?
20 - Na verdade, vós sois a nossa glória e gozo.

CONCLUSÃO
ATOS 14: 22

22 - confirmando o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus.

1 PEDRO 5: 8 – 9

8 - Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
9 - ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.

domingo, 11 de março de 2012

ESTUDOS / A SANTA CEIA DO SENHOR

A SANTA CEIRA DO SENHOR


(...) o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes em que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha. (1Co. 11.23-26.)

Observando a expressão
fazei isto, percebemos que se trata de uma ordem de Jesus. É um imperativo, e fica ainda mais evidente ser uma ordenança para a Igreja, quando Jesus repete a expressão todas as vezes que, mostrando que este ato deveria ser parte da nossa prática cristã.

Um memorial



Lugar algum das Escrituras mencionam o pão e o vinho se tornando literalmente o corpo e o sangue do Senhor na hora em que o partilhamos. Pelo contrário, Jesus deixa claro o caráter simbólico do ato ao dizer:
fazei isto em memória de mim.
 

A ceia do Senhor é um momento de recordação do que ele fez por nós ao morrer na cruz para a remissão dos nossos pecados. Quando a celebramos, estamos anunciando a morte do Senhor Jesus até que ele volte! Os elementos são, portanto, figurativos, e não literais.

Um ritual de aliança



Os orientais davam muito valor às alianças, e as respeitavam. Quando Jesus institui exatamente o pão e o vinho como os elementos da ceia, ele sabia exatamente o que estava fazendo. Para os judeus, o pão e vinho faziam parte de um ritual de aliança de sangue, o mais alto nível de aliança a que alguém poderia se submeter.


Ao contrair uma aliança deste nível, as duas partes estavam declarando que misturavam suas vidas e tudo o que era de um passava a ser de outro e vice-versa; por isso Jesus declarou na ceia que o cálice era a aliança NO SEU SANGUE, estabelecendo com isso, na ceia, um ritual de aliança.

No Velho Testamento vemos Abraão indo ao encontro de Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e levando pão e vinho. O que era isto? Um ritual de aliança.


Quando ceamos, estamos reconhecendo que realmente estamos
aliançados com Cristo, e que nossas vidas estão misturadas, fundidas uma na outra (1Co. 6.17).


Jesus deixou bem claro aos que o seguiam que não bastava apenas simpatizar-se com ele ou segui-lo pelos milagres que operava, mas que era necessário aliança, e aliança no mais elevado e sagrado nível que os judeus conheciam: a aliança de sangue.




Muitos não compreendem isto por não conhecer os costumes da época, mas era a este tipo de aliança que Jesus se referia ao proferir estas palavras:
Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, permanece em mim e eu nele. (João 6.53-56.)

É óbvio que Jesus não falava sobre comer a carne literalmente, mas sim sobre aliança, sobre mistura de vida; isto fica claro quando o Mestre conclui dizendo que tal pessoa permaneceria nele e ele nesta pessoa. Este texto também não fala diretamente da ceia, mas sim da nossa aliança com Cristo; embora deixe claro qual é figura da ceia: um ritual de aliança no qual testemunhamos comunhão entre nós e o Senhor Jesus Cristo.

Um tempo de comunhão



No tempo apostólico as ceias eram também chamadas de
ágapes (ou festas de amor Jd. 12), o que reflete parte de seu propósito. As ênfases na expressão corpo que encontramos no ensino bíblico da ceia, reflete esta visão de unidade e comunhão. A mesa é um lugar de comunhão em praticamente quase todas as culturas e épocas, e a mesa do Senhor não deixa de ter também esta característica.


Um ato de conseqüências espirituais



Na epístola de Paulo aos Coríntios, fica claro que a Ceia do Senhor tem conseqüências espirituais; ela será sempre um momento de bênção ou de maldição para os que dela participam.

Bênção:
Porventura o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? (1Co. 10.16.)


Observe o termo
cálice da bênção. Isto não é figurado, é real. A Ceia do Senhor traz bênçãos espirituais sobre aqueles que dela participam.
 

Um outro termo empregado neste versículo, que nos revela algo importante, é
comunhão; quando ceamos, estamos pela fé acionando um poderoso princípio, temos comunhão com o sangue e com o corpo de Cristo! O que isto significa?
 

Quando derramou seu sangue, Jesus o fez para a remissão de nossos pecados, logo, ao comungarmos o sangue, estamos provando que tipo de bênçãos? A purificação, e também a proteção, pois o diabo não pode transpor o poder do sangue para nos tocar (Ex. 12.23; Ap. 12.12).

E o que significa ter comunhão com o corpo? O corpo de Jesus foi moído porque ele tomou sobre si nossas enfermidades, e as nossas dores carregou sobre si, e pelas suas feridas fomos sarados (Is. 53.4-5).

A obra redentora de Cristo nos proporciona cura física, e na Ceia do Senhor é um momento no qual podemos provar a bênção da saúde e da cura. Muitos estavam fracos e doentes na igreja de Corinto por não discernirem o corpo do Senhor na Ceia.




Ao falar sobre comungarem com o corpo do Senhor, Paulo se referia não apenas ao corpo do Cristo crucificado por meio do qual somos sarados, mas também ao corpo ressurreto, no qual habita toda a plenitude da divindade e é fonte de vida aos que com ele comungam.


A Ceia do Senhor deve ser um momento especial de comunhão, reflexão, devoção, fé, e adoração. Tudo deve ser feito de coração e com reverência, pois é um ato de conseqüências espirituais.

Maldição. A Bíblia não usa especificamente esta palavra, mas mostra que a maldição pode vir como um juízo de Deus para quem desonra a Ceia do Senhor. Depois de ter dito que ao participar da mesa do Senhor a pessoa está anunciando a morte de Jesus até que ele venha, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, traz a seguinte advertência:
Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice, pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. (1Co. 11.27-32.)

Para muitas pessoas, a Ceia é algo que as amedronta; preferem não participar dela quando não se sentem dignas, para não serem julgadas. Mas veja que a Bíblia não nos manda deixar de tomar, e sim fazer um auto-exame antes, pois se houver necessidade de acerto devemos fazê-lo o mais depressa possível (1João. 1.9).


Deixar de participar da mesa do Senhor é desonrá-la também! Devemos ansiar pelo momento em que dela partilharemos, e não evitá-la. Mas há aqueles que querem fingir que estão bem, e participam sem escrúpulo algum do que é sagrado; para estes, não tardará o juízo.

Participar da mesa do Senhor tem conseqüências espirituais; ou o cristão é abençoado ou é amaldiçoado. Não há meio termo; a refeição não é apenas um simbolismo; não se participa da Ceia do Senhor como se participa de uma cerimônia qualquer, pois é um momento santificado por Deus e de implicações no reino espiritual.


Quem participa


A Ceia, como ritual de aliança que é, destina-se, portanto, aos que já se encontram em aliança com Cristo; ou seja, aos que já nasceram de novo e estão em plena comunhão com Deus. Há igrejas que só servem a Ceia para quem pertence ao seu rol de membros; consideramos isto um grande erro, pois a Ceia do Senhor é para quem o serve de todo coração, independentemente de tal pessoa congregar em nossa igreja local ou não; se a pessoa faz parte do Corpo de Cristo na terra, então deve participar da mesa.


Há ainda, aqueles que afirmam só poder participar da Ceia do Senhor quem já se batizou nas águas, mas não há sustentação bíblica para isto; desde o momento em que a pessoa se comprometeu com Cristo em sua decisão ela já está dentro da aliança firmada por Jesus na cruz. Entendemos que o novo convertido deva ser encaminhado para o batismo tão logo seja possível.

Os critérios básicos são: estar
aliançado com Cristo, e com vida espiritual em ordem. Contudo, não proibimos ninguém de participar, apenas ensinamos o que a Bíblia diz, para que cada pessoa julgue-se a si mesma. Nem Judas Iscariotes, em pecado e endemoninhado, foi proibido por Jesus de participar da Ceia (Lc. 22.3,21).



A instrução bíblica é que a pessoa se examine a si mesma, e não que seja examinada pelos outros. Portanto, não examinamos ninguém, nem as proibimos, só as instruímos. Se a pessoa insistir em participar de forma indigna colherá o juízo divino.


Onde acontece



Não há um lugar determinado para se realizar a Ceia, onde quer que estejam reunidos os cristãos ela poderá ser feita.

No livro de Atos, lemos que o pão era partido de casa em casa (Atos 2.46), o que nos deixa totalmente à vontade em relação a celebrá-la nas células; mas Paulo ao usar as seguintes palavras: (...)
quando vos reunis na igreja e se alguém tem fome coma em casa... (1Co. 11.18, 34); revela que na cidade de Corinto a Ceia era praticada também num local maior de reunião para toda a igreja.

Portanto, como nos reunimos no templo e nas casas, à semelhança dos dias do Novo Testamento, também praticamos a Ceia do Senhor nos dois locais de reunião, sendo que a maior incidência se dá no templo quando reunimos todo o corpo local.


Quando acontece



Entendemos que não há uma periodicidade definida pela Bíblia quanto à celebração da Ceia; Jesus apenas disse: (...)
fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim (1Co. 11.25b).

Esta expressão
todas as vezes que nos dá liberdade de fazermos quando quisermos, mas sempre em memória do Senhor Jesus Cristo.
Celebramos a Ceia mensalmente no templo, e não temos periodicidade definida nas casas.



Como é celebrada


No templo ela é celebrada pelo presbitério, que normalmente se serve dos diáconos para que ajudem na distribuição; já nas células, ela é celebrada pelos líderes e auxiliares.

Encorajamos os líderes de célula a utilizarem um só pão que deve ser partido na hora da Ceia, e um cálice a ser dividido entre o grupo, como sinal de comunhão. Já no templo, devido à quantidade de pessoas e ao tempo de reunião, não procedemos assim; o normal é já servimos o pão cortado em pequenos pedaços e o suco de uva em pequenos cálices individuais.


Na igreja primitiva, quando celebrada nas casas, a Ceia do Senhor era também chamada de
ágape ou festa de amor. Os irmãos se reuniam para ter comunhão ao redor da mesa, onde tomavam suas refeições juntos; e juntamente com as refeições celebravam a Santa Ceia. Nas células é possível cearmos de maneira informal e festiva, e é o que  procuramos fazer.

domingo, 4 de março de 2012

SERMÃO DE JOHN WESLEY / PECADOS E MISÉRIAS NACIONAIS

Pecados e Misérias Nacionais
John Wesley

Pregado na Igreja de Sr. Matthew, Bethnal-Green
Domingo, 12 de Novembro de 1775
Em benefício das viúvas e órfãos dos soldados, que recentemente tombaram, próximo à Boston, Nova Inglaterra.


'E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu sou o que pequei, e eu que procedi de modo iníquo; porém estas ovelhas que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai'. (II Samuel 24:17)-

O capítulo começa: 'E novamente a ira do Senhor inflamou-se contra Israel e fez com que Davi se voltasse para eles e dissesse. Vá, limite Israel e Judá'. 'Novamente'; -- ele se inflamara contra eles, alguns anos antes; em conseqüência do que, 'houve escassez de víveres na terra, durante três anos; ano após ano'. (II Samuel 21:1) 'E houve, nos dias de Davi, uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhes disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas', até que Davi inquiriu do Senhor, e foi ensinado quanto ao caminho de apaziguá-lo. Nós não estamos informados, de que maneira particular Israel ofendeu a Deus; por qual motivo Sua ira foi inflamada, mas, meramente, do efeito. (I Crônicas 21:1) 'Ele incitou Davi a numerar a Israel e Judá'. 'Ele', -- e não Deus! Cuide como você imputa isto à fonte do amor e santidade! Não foi Deus, mas satanás que assim incitou Davi. Assim a Escritura paralela expressamente declara: 'E Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a numerar Israel'.

Satanás se levantou diante de Deus, para acusar Davi e Israel, e para implorar a permissão de Deus para tentar Davi. De pé, em regra, é a postura do acusador, diante dos tribunais dos homens; e, portanto, as Escrituras, que usam falar das coisas de Deus, segundo a maneira dos homens, representam satanás, aparecendo nesta postura, diante do tribunal de Deus. -- (II Samuel 24:2) 'Disse, pois, o rei a Joabe, capitão do exército, o qual tinha consigo: Agora percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba, e numera o povo, para que eu saiba o número do povo'.

Não aparece claramente, em que o pecado de assim enumerar as pessoas consistiu. Não existe proibição expressa disto em alguma Escritura, que havia, então, existido. Ainda assim, nós lemos: 'A palavra do rei era abominável para Joabe', que não era um homem de consciência mais cordata, de modo que ele objetou com David, antes de obedecer. 'Joabe respondeu: Por que o meu senhor requer isto?'.  Por que ele deverá ser a causa de 'transgressão' – de punição ou calamidade, --'para Israel?'. -- (II Samuel 24:3) 'Então disse Joabe ao rei: Ora, multiplique o Senhor teu Deus a este povo cem vezes tanto quanto agora é, e os olhos do rei meu senhor o vejam; mas, por que deseja o rei meu Senhor este negócio?'.

Deus freqüentemente pune o povo, pelos pecados de seus governantes; uma vez que eles são cúmplices dos pecados deles, em um tipo ou outro. E o Juiz justo aproveita a oportunidade para puni-los por todos os seus pecados. Nisto, Joabe estava certo; porque, depois que eles foram enumerados, fora dito: 'E Deis estava desagradado disto'. Sim, 'o coração de Davi comoveu-se,, e ele disse junto ao Senhor: Eu tenho pecado grandemente no que tenho feito: e agora, imploro a Ti, Oh, Senhor, tire a iniqüidade de teu servo'. --  (II Samuel 24:10) 'E pesou o coração de Davi, depois de haver numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém agora ó Senhor, eu te peço que perdoes a iniqüidade do teu servo; porque tenho procedido muito loucamente'. E o pecado não se deveu em razão daquilo que fora feito? Ele não pecou no orgulho de seu coração? Provavelmente, do princípio de vaidade e ostentação; não glorificando em Deus, mas no número de seu povo.

Na seqüência, nós nos certificamos que, até mesmo Joabe, fora, uma vez, um verdadeiro profeta: Davi foi a causa de transgressão, de punição para Israel. Seu pecado, acrescido a todos os pecados das pessoas, preencheu a medida de suas iniqüidades. Assim, 'o Senhor enviou uma peste sobre Israel, desde a manhã'; em que Gade, o profeta, deu a Davi sua escolha de guerra, escassez ou peste, 'até à tarde do terceiro dia. E lá morrem setenta mil homens, de Dã até Beersheba. -- (II Samuel 24:15) 'Então enviou o Senhor a peste a Israel, desde a manhã até ao tempo determinado; e desde Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo'. -- 'E quando Davi viu o anjo que golpeava o povo', -- que surgiu na forma de um homem com uma espada desembainhada em sua mão, para convencê-lo mais completamente de que esta praga veio diretamente de Deus, -- 'ele disse, Olhe, eu tenho pecado, eu tenho feito maldade; mas essas ovelhas, o que elas fizeram?'. -- (II Samuel 24:17) 'E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao SENHOR, dizendo: Eis que eu sou o que pequei, e eu que procedi de modo iníquo; porém estas ovelhas que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai'.

Não existe, em diversos aspectos, uma semelhança notável, entre o caso de Israel e o nosso próprio? Diversas maldades, então, ocasionaram um castigo geral; e a mesma causa não pode produzir agora o mesmo efeito? Nós igualmente temos pecado, e somos punidos; e, talvez, esses são apenas o começo dos sofrimentos. Talvez, o anjo está agora esticando suas mãos sobre a Inglaterra para destruí-la. Oh, que o Senhor possa, por fim, dizer a ele que destrói: 'É suficiente; tira agora tuas mãos!'. Que aquela maldade é a origem da miséria, poucos negam; ela é confirmada pelo sufrágio geral de todas as épocas. Mas dificilmente nós trazemos isto exatamente para nós mesmos; quando falamos de pecado como a causa da miséria, nós usualmente queremos dizer o pecado de outras pessoas, e supomos que nós sofremos, porque eles pecaram. Mas nós precisamos ir tão longe? Será que as nossas maldades não são suficientemente responsáveis por todos os nossos sofrimentos? Vamos razoavelmente e imparcialmente considerar isto; vamos examinar nossos corações e vidas. Todos sofremos: e todos temos pecado. Mas não será mais proveitoso para nós, cada um de nós considerarmos os próprios pecados, como trazendo sofrimento a si mesmo e aos outros; e dizer: 'Olhe, eu tenho pecado; eu tenho feito perversidade; mas essas ovelhas, o que elas fizeram?'.

I.              Vamos inquirir, Primeiro, o que eles sofreram; e, depois,
II.           Qual a causa desses sofrimentos.

I

1. Ninguém pode negar que o povo sofre, -- que eles se encontram angustiados, de uma maneira mais do que habitual. Dezenas de milhares estão profundamente afetados pela necessidade de trabalho, no momento. É verdade que esta necessidade, em alguma medida, nas cidades largas e opulentas. Mas isto está longe, muito longe, de ser o caso geral do reino. Na realidade, milhares de pessoas, no oeste da Inglaterra, por toda a Cornwall, em particular, no norte, e, mesmo no interior, estão completamente desempregadas. Conseqüentemente, esses que anteriormente necessitavam de coisa alguma, estão agora necessitando de tudo. Eles estão tão longe da abundância que uma vez desfrutaram, que se encontram na mais deplorável miséria, desprovidos não apenas das conveniências, mas da maioria das necessidades da vida. Não poucas dessas criaturas mineráveis, eu tenho visto a menos que cem milhas de Londres, permanecendo nas ruas com o semblante pálido, olhos fundos, e braços magros; ou se arrastando, acima e abaixo, como sombras caminhantes. Eu conheço famílias, que, poucos anos antes, viviam de uma maneira confortável, distinta, e que, agora, foram reduzidas a nada mais do que a vestimenta sobre o corpo, e o quanto de alimento eles podem juntar no campo. Um ou outro se retira, uma vez ao dia, para pegar os nabos que o gado deixou para trás; que eles fervem, se conseguem alguma lenha, ou do contrário, comem cru. Tal é a falta de alimento que muitos de nossos compatriotas estão hoje reduzidos, pela falta de trabalho!

2. Suficientemente grave, é esta calamidade, que multidões sofrem todos os dias. Mas eu não sei se muito mais não labutam debaixo de uma calamidade ainda mais grave. É uma grande aflição ser desprovido do pão; mas é ainda pior ser desprovido dos nossos sentidos. E este é o caso com milhares e milhares de nossos compatriotas, hoje. Há muitos anos eu tenho visto a pobreza muito difundida (embora em não tão alto grau). Mas uma insanidade tão difundida, eu nunca vi; nem, eu acredito, viu o homem mais velho, hoje vivente. Milhares de pessoas sinceras e honestas estão completamente fora de si, através do veneno que está tão diligentemente espalhado, através de todas as cidades e regiões do reino. Eles estão gritando por liberdade, embora a tenham em suas mãos; embora presentemente a possuam; e, tão grande e extensa, que igual não é conhecida em qualquer outra nação debaixo dos céus; quer queiramos dizer liberdade civil - a liberdade de desfrutar de todas as nossas propriedades legais, -- ou liberdade religiosa - liberdade de adorar a Deus, de acordo com os ditames de nossa própria consciência. Portanto, todos esses que, veementemente, ou tristemente clamam, 'Servidão! Escravidão!', embora não exista mais perigo de alguma coisa assim, do que do céu cair sobre suas cabeças, estão extremamente perturbados; perderam a razão; seus intelectos estão totalmente confusos. Na verdade, muitos desses até têm ultimamente recuperado seus sentidos; ainda assim, multidões ainda permanecem, e estão, sob este aspecto, tão perfeitamente enlouquecidas, como quaisquer dos moradores de Bedlam (asilo para doentes mentais).

3. Que ninguém pense que está é apenas uma pequena calamidade que caiu sobre nossa região. Se você vir, como eu tenho visto, em todos os condados, cidades, e municípios, homens que antes eram de temperamento calmo, equilibrado, amistoso -- loucos, espumando com fúria, contra seus tranqüilos vizinhos; prontos a rasgarem as gargantas uns dos outros, e a cravarem suas espadas uns nos outros; se vocês ouvirem homens que, uma vez, temerem a Deus, e honraram o rei, agora almejarem a mais amarga invectiva contra ele; e prontos, tivessem oportunidade, para a traição e rebelião; você não diria que se trata de um mal pequeno; uma questão menor do momento, mas de um dos mais graves julgamentos que Deus pode permitir cair sobre uma terra culpada.

4. Tal é a condição dos ingleses em casa. E é alguma coisa melhor, fora dela? Eu temo que não. Eu tenho ouvido destes que estão vigilantes que, em nossas colônias, muitos têm feito as pessoas beberem, tão largamente, do mesmo vinho mortal; milhares dos quais são, por meio disto, mais e mais, inflamados, até que suas mentes estejam completamente mudadas, e eles enlouqueçam para todos os intentos e propósitos. A razão se perde na violência; suas vozes ainda pequenas sucumbem no clamor popular. Viúvas caem nas ruas. E onde está o discernimento? Ele dificilmente é encontrado nestas províncias. Aqui está a escravidão; a escravidão real, de fato, mais propriamente assim chamada. Aqui está a escravidão real; não a imaginária: Nem uma sombra da liberdade inglesa restou. Nem mesmo a liberdade de imprensa é permitida, -- ninguém se atreve a imprimir uma página, ou uma linha, a menos que seja exatamente em conformidade com os sentimentos de nossos senhores, o povo, -- mas nenhuma liberdade de discurso. Suas línguas não pertencem a eles. Ninguém se atreve a proferir uma palavra, quer em favor do rei George, ou em desfavor do ídolo que eles estabeleceram, -- um governo novo, ilegal, inconstitucional, extremamente desconhecido para nós, e nossos antepassados. Porque a forma regular, legal, constitucional de governo não existe mais.

Aqui não há liberdade religiosa; nenhuma liberdade de consciência para aqueles que 'honram o rei', e a quem, conseqüentemente, um sentido de obrigação os obriga a defendê-lo das calamidades vis, tornadas públicas contra ele. Aqui não existe liberdade civil; nenhum desfrutar dos frutos de seu trabalho, não mais do que o populacho se agrade. Um homem não tem segurança em seu comércio, em sua casa, em sua propriedade, a menos que ele navegue com a correnteza. Mais do que isto, ele não tem segurança em sua vida, se seu vizinho benquisto tem em mente cortar sua garganta. Porque não existe lei, e nenhum magistrado legal toma conhecimento das ofensas. Existe o abismo de tirania, -- do poder arbitrário, de um lado, e de anarquia, de outro. E, como se isto não fosse miséria suficiente, veja igualmente o monstro cruel, a guerra!

Mas quem pode descrever a miséria complexa que está contida nisto? Ouça com atenção o soar dos canhões! A nuvem pícea cobre a face do céu. Barulho, confusão, terror reinam sobre tudo! Gemidos agonizantes estão por todos os lados. Os corpos dos homens estão perfurados, rasgados, cortados em pedaços; e seu sangue derramado sobre a terra como água! Suas almas levantaram vôo para o mundo eterno; talvez, para a miséria eterna. Os ministros da graça fugiram da cena horrível; os ministros da vingança triunfaram. Tal tem sido, no momento, a face das coisas, nesta que foi uma vez uma terra pacífica e abundante, mesmo enquanto banida de uma grande parte da Europa, sorriu por perto de cem anos.

5. E o que é isto que arrasta estas pobres vítimas para o campo de sangue? Trata-se de um grande espectro, que os ataca à espreita, e que eles são ensinados a chamar de liberdade! É isto que respira em seus corações o terrível amor à guerra, à sede de vingança, e desprezo da morte. A liberdade real, entretanto, é pisoteada, e perdida na anarquia e confusão.

6. Mas quais desses guerreiros consideraram, todo este tempo, a esposa de sua juventude, que é agora uma viúva inconsolável, -- talvez, com ninguém que cuide dela; talvez, desprovida do seu único conforto e apoio, e não tendo onde deitar sua cabeça? Quem considerou seus filhos desamparados, agora órfãos inconsoláveis, -- quem sabe, clamando por pão, enquanto sua mãe tem nada para dar a eles, a não ser suas tristezas e lágrimas?

II

1. E, ainda assim, 'o que essas ovelhas fizeram', para que tudo isto venha sobre elas? Vocês supõem que eles são pecadores, acima de outros homens, porque eles sofrem tais coisas? Eu lhes respondo que não; mas, exceto se vocês se arrependerem, vocês todos irão perecer igualmente. Isto, por conseguinte, nos leva a considerar nossos próprios pecados; -- a causa de todos os nossos sofrimentos. Isto leva cada um de nós a dizer, 'Veja, eu tenho pecado; eu tenho cometido iniqüidades'.

2. O tempo não seria suficiente, pudéssemos enumerar todas as formas, em que temos pecado; mas em geral isto é certo: -- o rico, o pobre, o alto, o baixo têm se desviado do seu mandamento terno. As correntezas da maldade têm dominado, e o dilúvio de toda a terra culpada: pessoas e sacerdotes, mergulhados no pecado, e o Tofete abre-se para recolhê-los. –

(Jeremias 7:30-34) 'Porque os filhos de Judá fizeram o que era mau aos meus olhos, diz o Senhor; puseram as suas abominações na casa que se chama pelo meu nome, para contaminá-la. E edificaram os altos de Tofete, que está no Vale do Filho de Hinom, para queimarem no fogo a seus filhos e a suas filhas, o que nunca ordenei, nem me subiu ao coração. Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que não se chamará mais Tofete, nem Vale do Filho de Hinom, mas o Vale da Matança; e enterrarão em Tofete, por não haver outro lugar. E os cadáveres deste povo servirão de pasto às aves dos céus e aos animais da terra; e ninguém os espantará. E farei cessar nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, a voz de gozo, e a voz de alegria, a voz de esposo e a voz de esposa; porque a terra se tornará em desolação'.

Quão inumeráveis são as violações da justiça em meio de nós! Quem não adota a máxima: 'Se você pode ganhar dinheiro honestamente, faça-o; mas de qualquer forma, ganhe dinheiro'.

Onde a misericórdia é encontrada, se ela se opõe aos interesses? Quão poucos terão escrúpulos para uma consideração valorosa, e oprimirão a viúva e o órfão? E onde podemos encontrar a verdade? Engano e fraude não saem de nossas ruas. Quem é aquele que fala a verdade de seu coração? Cujas palavras são um retrato de seus pensamentos? Onde está ele que 'colocou fora todas as mentiras', que nunca fala o que ele não quer dizer? Quem está envergonhado disto? De fato, uma vez foi dito, e até mesmo por um político: 'Todas as outras maldades tem tido seus patronos; mas a mentira é uma maldade tão abjeta, tão abominável, que, nunca se encontrou alguém que ousasse abertamente a advogar por ela'. Alguém poderia imaginar que esse escritor viveu em uma Corte de Justiça? Sim, e isto no século atual? Ele mesmo, então, assim como todos os seus irmãos políticos, advogaram um comércio de mentira deliberada? Ele não advogou a inocência; sim, a necessidade de empregar espiões? – a mais vil raça de mentirosos, debaixo do sol? Ainda assim, que, alguma vez, teve escrúpulos de usá-los, a não ser o Lorde Clarendon?

3. Ó, verdade, para onde fugiste tu? Quão poucos têm alguma familiaridade contigo! Nós continuamente não dizemos mentiras para nada, sem obter, por meio disto, quer proveito ou prazer? Nossa linguagem comum não está sempre repleta de falsidades? Há mais de cem anos o poeta queixou-se: nunca mais foi um bom dia, desde que a famigerada bajulação foi chamada de elogio.

O que ele teria dito, se tivesse vivido um século mais tarde, quando aquela arte foi levada à perfeição?

4. Talvez, exista uma evidência palpável disto, a que não se presta atenção usualmente. Se você culpa um homem, em muitos aspectos, ele não é muito afrontado. Mas se você diz que ele é um mentiroso, ele não vai suportar isto; ele atira imediatamente. Por que? Porque um homem pode suportar ser culpado, quando ele está consciente de sua própria inocência. Mas, se você diz que ele é um mentiroso, você toca na ferida: ele é culpado, e, portanto, não pode suportar isto.

5. Existe um caráter mais desprezível do que mesmo aquele de um mentiroso? Talvez, exista; até mesmo aquele de um epicurista. E nós não somos uma geração de epicuristas? Não é nossa barriga nosso deus? Não é o comer e o beber nosso principal deleite; nossa mais sublime felicidade? Não é o principal estudo (eu temo, o único estudo) de muitos homens honrados, proporcionar maior prazer ao paladar? Quando a luxúria (não com respeito à comida apenas, mas ao vestir, mobiliar, equipar) foi levada para tal altura, na Grã Bretanha, desde que ela se tornou uma nação? Nós temos recentemente estendido o império britânico, quase por todo o globo. Nós temos levado nossas coroas para a África, Ásia, para os climas quentes e gelados da América. E o que temos levado para lá? Toda a distinção de maldade, que tanto o mundo oriental, quanto ocidental, podem proporcionar.

6. A luxúria é constantemente o parente da indolência. Todo glutão irá, no devido tempo, ser um parasita. Quanto mais carne e bebida ele devora, menos gosto ele terá pelo trabalho. Esta degeneração dos britânicos, dos seus antepassados equilibrados, ativos, foi falada a respeito no último século. Mas, se o Sr. Herbert, então disse: Ó, Inglaterra, cheia de pecados, mas a maioria de indolência! O que ele teria dito agora? Observe a diferença entre o último e o século presente, apenas em uma instância singular: No século passado, o Parlamento usou se reunir 'às cinco horas da manhã'. Pudessem esses britânicos olhar para fora de suas sepulturas, o que eles pensariam da presente geração?

7. Permita-me tocar, em um artigo mais, em que, de fato, nós excedemos todas as nações sobre a terra. Nenhuma nação, debaixo da abóbada celeste pode competir com a profanação inglesa. Tal negligência total, e tal desprezo extremo para com Deus são encontrados em todas as partes. Em nenhuma outra rua, exceto na Irlanda, você pode ouvir, de um lado: O juramento horrível; o amaldiçoar medonho. A mais recente arma da guerra miserável. E a blasfêmia, a triste companheira do desespero!

8. Agora, que cada um de nós coloque sua mão no coração e diga, 'Senhor, este sou eu? Eu tenho acrescido a esta inundação de iniqüidade e profanação, e, por meio disto, à miséria de meus compatriotas? Eu sou culpado em alguma das circunstâncias precedentes? E eles não sofrem, porque eu tenho pecado?'. Se nós temos alguma ternura no coração, misericórdia e alguma simpatia para com o aflito, que prossigamos neste pensamento, até que estejamos profundamente conscientes de nossos pecados, como uma grande causa do sofrimento deles.

9. Mas agora que a calamidade começou, e tem causado muitas destruições, ambos na Inglaterra e América, o que podemos fazer, com o objetivo de que ela possa ser cessada?  Como nós podemos permanecer 'entre o vivo e o morto?'. Existe algum caminho melhor de reverter a ira de Deus, do que aquela prescrita por Tiago: 'Limpem seus corações, vocês pecadores; e purifiquem seus corações, vocês irresolutos?'. Primeiro, 'Limpem suas mãos'. Que vocês coloquem fora, imediatamente, o mal de seus feitos. Instantaneamente, fujam do pecado; de toda palavra e obra diabólica, como da face da serpente. 'Que nenhuma comunicação corrupta saia de suas bocas'; nenhuma falta de misericórdia; nenhuma conversa sem proveito. Que nenhuma fraude seja encontrada em suas bocas: Falem a cada homem a verdade de seu coração. Renunciem a cada maneira de ação, embora vantajosa, que seja tanto contrária à justiça quanto à misericórdia. Façam a cada um como, em circunstâncias paralelas, vocês gostariam que fosse feito a vocês. Sejam sóbrios, equilibrados, ativos; em toda palavra e obra; trabalhem para ter uma consciência que evite a ofensa, em direção a Deus, e em direção ao homem. A seguir, através da Onipotente graça Dele que amou a vocês, e deu a Si mesmo por vocês, 'purifiquem seus corações, pela fé'. Não sejam mais obstinados, hesitando entre a terra e o céu; esforçando-se para servirem Deus e a Mammom. Purifiquem seus corações do orgulho, -- humilhem-se, debaixo da mão poderosa de Deus; de toda ira, ressentimento, amargura, que, agora, especialmente, irá facilmente assolar vocês; de todo preconceito, idolatria, mesquinhez de espírito; da impetuosidade, e da impaciência da contradição; do amor à disputa, e de cada grau de temperamento desapiedado ou implacável. Em vez dessa sabedoria terrena, diabólica, permitam que 'a sabedoria do alto' mergulhe profundo em seus corações; aquela 'sabedoria' que 'é, a princípio, pura', então, 'pacífica, fácil de ser suplicada', -- convencida, persuadida ou satisfeita, -- 'cheia de misericórdia e bons frutos'; 'sem parcialidade'. – abraçando todos os homens; 'sem hipocrisia'; genuína e sincera. Agora, se alguma vez, 'coloquem fora toda malícia, todo clamor' (insulto), 'e toda maledicência: sejam educados uns com os outros'; para com todos os irmãos e compatriotas, -- 'bondosos de coração', com todos que estão angustiados; 'perdoando um ao outro, assim como Deus, por causa de Cristo, perdoou vocês'.

10. E 'agora permitam que meu conselho seja aceito por vocês; por cada um de vocês, presentes diante de Deus. 'Cessem seus pecados, pelo arrependimento; e suas iniqüidades, mostrando misericórdia para com o pobre, se isto puder ser um prolongamento de sua tranqüilidade', -- daquele grau dela que ainda permanece em meio a vocês. Mostrem misericórdia, mais especialmente, às pobres viúvas, aos órfãos desamparados, aos seus compatriotas, que são agora contados entre os mortos, que tombaram, na terra distante. Sabem, vocês, que o Senhor poderá, ainda assim, ser suplicado; irá acalmar a loucura do povo, irá extinguir as chamas da contenção, e soprar, junto a todos, o espírito de amor, unidade, e concórdia?  Então, irmãos, não ergam suas espadas contra irmãos; nem eles conheçam mais a guerra. Assim, a plenitude e a paz florescerão em nossa terra, e todos os habitantes dela serão agradecidos pelas bênçãos inumeráveis que eles desfrutam, e deverão 'temer a Deus, e honrar o rei'.

Londres, 7 de Novembro de 1775

[Editado por George Lyons at Northwest Nazarene College (Nampa, ID), para a  Wesley Center for Applied Theology.]


sábado, 3 de março de 2012

PROVERBIOS / MEDITAÇÃO - VERDADE E SABEDORIA

                                           
PROVERBIOS

MEDITAÇÃO

VERDADE E SABEDORIA


PROVERBIOS  23:

23 - Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria,  a disciplina, e a prudência.

PROVERBIOS  24:

1 Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles,

2 porque o seu coração medita a rapina, e os seus lábios falam maliciosamente.

3 Com a sabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma;

4 e pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as substâncias preciosas e deleitáveis.


A EXCELÊNCIA DA SABEDORIA
PROVERBIOS 2


1 - Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos,

2 - para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento,

3 - e, se clamares por entendimento, e por inteligência alçares a tua voz,

4 - se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares,

5 - então, entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus.
6 - Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento.

7 - Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; escudo é para os que caminham na sinceridade,

8 - para que guarde as veredas do juízo e conserve o caminho dos seus santos.

9 - Então, entenderás justiça, e juízo, e eqüidade, e todas as boas veredas.

10 - Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será suave à tua alma.

A você que ainda não teve o conhecimento da verdade, venha para o SENHOR JESUS CRISTO, pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém irá ao Pai a não ser por Ele. ( João 14: 6 )


COMUNIDADE EVANGÉLICA PORTAS ABERTAS
Rua Lacerda Marques, 849 – Lauzane Paulista
Pr. Sidney de Freitas Adrião
Março 2012


quinta-feira, 1 de março de 2012

SERMÃO DE JOHN WESLEY - A CAUSA E A CURA DOS TERREMOTOS

A Causa e Cura dos Terremotos
Charles Wesley
Sermão 129

[Primeiro publicado no ano de 1750]

"Vinde, contemplai as obras do Senhor, as desolações que tem feito na terra".
(Salmos 46:8)

De todos os juízos que o justo Deus inflige sobre os pecadores aqui, o mais terrível e destrutivo é o terremoto. Este ele tem ultimamente trazido, para nossa parte da terra, e por seu intermédio, alarmado nossos temores, e nos convidado a nos "prepararmos para encontrar nosso Deus!". Os abalos que têm sido sentidos, nos diversos lugares, desde aquele que fez a cidade estremecer, podem nos convencer de que o perigo não terminou, e de que devemos nos manter ainda em temor; uma vez que "sua ira não se apartou, mas sua mão está estendida ainda". (Isaias 10:4).

Ainda que eu possa ruir ao desígnio da Providência, nesta crise terrível, eu aproveitarei a oportunidade das palavras de meu texto:

I.                          Para mostrar que os terremotos são as obras do Senhor; e que Ele apenas traz esta destruição sobre a terra;
II.                       Chamá-los, para que observem as obras do Senhor, em duas ou três instâncias terríveis;
III.                    Fornecer algumas direções adequadas para a ocasião.

I

Eu mostrarei que os terremotos são obras do Senhor, e que apenas Ele traz esta destruição sobre a terra. Agora, que Deus é o próprio Autor, e o pecado a causa moral dos terremotos (qualquer que possa ser a causa natural), não pode ser negado, por alguém que acredite nas Escrituras; porque estas são aqueles que testificam Deus; que é Deus "quem remove as montanhas, e as destrói em sua ira; que remove a terra de seu lugar, e os pilares dela estremecem".  (Jô, 9:5-6). "Ele olha para a terra, e ela treme; ele toca nas montanhas, e elas fumegam". (Salmos 104:32). "Os montes, como cerca, se derretem na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra". (Salmos 97:5). "Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra fica devastada diante dele, sim, o mundo, e todos os que nele habitam. Quem pode manter-se diante do seu furor? e quem pode subsistir diante do ardor da sua ira? A sua fúria se derramou como um fogo, e por ele as rochas são atiradas abaixo por ele". (Naum 1:5-6).

1. Os terremotos são anunciados, pelos escritores inspirados, como o ato judicial de Deus, ou a punição do pecado: O pecado é a causa, os terremotos o efeito, de sua ira. Assim o salmista diz: "Então a terra se abalou e tremeu, e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto ele se indignou". (Salmos 18:7). Assim, o Profeta Isaías: "Eu punirei o mundo a sua maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos cruéis: -- Portanto, farei estremecer o céu, e a terra se movera do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira".(Isaías 13:11, 13). E novamente: "Observe, o Senhor esvazia a terra; e a desola; e a vira de cabeça para baixo". (no original, deturpa a face dela) "e dispersa seus moradores. Porque as janelas do alto estão abertas e os alicerces da terra são abalados. A terra está completamente quebrantada, e inteiramente decomposta, e excessivamente estremecida. A terra irá cambalear como o ébrio, e removida como a choupana; e a transgressão dela se tornará pesada sobre ela, e ela cairá, e nunca mais se levantará". (Isaías 24:1, 18-20). "Estremeça, tu, terra, na presença do Deus de Jacó". (Salmos 114:7). "Tu serás visitada, pelo Senhor dos Exércitos, com trovões, e com terremotos, e grande ruído".  (Isaías 29:6).

2. Nada pode ser mais categórico do que estes testemunhos bíblicos, que determinam ambos a causa e o autor desta terrível calamidade. Mas a razão, assim como a fé, suficientemente nos assegura que esta deve ser a punição do pecado, e o efeito daquela maldição que foi trazida sobre a terra, pela transgressão original. A estabilidade não deve mais ser procurada no mundo, uma vez que a inocência está banida dela: Mas nós não podemos conceber que o universo tivesse sido perturbado, por esses acidentes furiosos, durante o estado da retidão original. Por que razão, a ira de Deus teria armado os elementos contra seus súditos fiéis? Por que razão, ele teria destruído suas obras, para destruir os homens inocentes? Ou, por que, subjugou os habitantes da terra com as ruínas dela, se eles não eram pecaminosos? Por que, enterrou nas entranhas da terra, aqueles que não haviam morrido? Vamos, então, concluir, tanto das Escrituras, quanto da razão, que os terremotos são obras estranhas do juízo de Deus -- o efeito e punição apropriados do pecado. Eu prossigo:

II


Para colocar diante de vocês, as obras do Senhor em duas ou três instâncias terríveis.

1. No ano de 1691, aconteceu na Sicília um dos mais terríveis terremotos de toda a história. Ele abalou toda a ilha e não apenas esta, mas Nápoles e Malta tomaram parte no abalo. Foi impossível para alguém se manter em seus joelhos, com a terra dançante: Mais do que isto, aqueles que estavam no chão foram arremessados de um lado para outro, como uma onda em movimento. As altas muralhas arremessaram-se de seus alicerces em diversos lugares.

2. O dano que ele causou é espantoso: Cinqüenta e quatro cidades e regiões, além de um inacreditável número de vilas, foram quase inteiramente destruídas. Catânia, uma das mais famosas, antigas, e florescentes cidades no reino, a residência de diversos monarcas, e uma universidade, teve o maior porção no juízo. O padre Anth Serrvoita, dirigindo-se para lá, a algumas poucas milhas da cidade, observou uma nuvem negra como a noite, pairando sobre ela; e grandes torres de chamas, que surgiam do monte do Etna, que se espalhavam ao redor. O mar, de repente, começou a rosnar, e se levantou em enormes ondas, os pássaros voaram atônitos de um lado para outro; o gado correu pelos campos, gritando, e houve um estouro, como se toda a artilharia no mundo tivesse sido disparada de uma só vez!

Seu cavalo e os de seus companheiros pararam subitamente, tremendo; de maneira que eles foram forçados a desmontar. Eles não partiram logo, mas ficaram levantados do solo, acima de dois palmos; quando, olhando em direção a Catânia, ele ficou atônito ao ver nada mais, a não ser uma densa nuvem de pó no ar. Este era o panorama da calamidade deles; porque da magnífica Catânia, não existe a menor pegada a ser vista. Dos dezoito mil, novecentos e quatorze habitantes, dezoito mil pereceram nela. Nas diversas cidades e regiões, seis mil foram destruídas de duzentos e cinqüenta e quatro mil e novecentas!

3. No mesmo ano, 1692, em 7 de Junho, houve o terremoto na Jamaica. Ele derrubou a maioria das casas, igrejas, engenhos, moinhos, e pontes através da ilha; removeu as rochas e montanhas, reduzindo algumas delas à planícies; destruiu todas as plantações a as atirou dentro do mar; e, em dois minutos, derrubou e destruiu nove décimos da cidade de Port Royal; as casas afundaram inteiramente trinta ou quarenta braças (1,83m) de profundidade! 

A terra, abrindo, e tragando as pessoas; e elas se erguendo em outras tuas; algumas no meio do porto (sendo direcionadas novamente, através do mar que se levantou naquelas fendas), e, assim, escaparam maravilhosamente.

De todos os poços, de uma braça de seis ou sete metros de profundidade, a água fluiu no topo, com veemência. Enquanto as casas de um lado da rua eram tragadas, do outro, elas eram amontoadas. A areia na rua levantava-se, como ondas do mar, erguendo todo corpo que estivesse nela, e imediatamente derrubando em abismos; ao mesmo tempo, que uma correnteza de água, irrompendo, os revolvia, diversas vezes, enquanto tentavam se agarrar às vigas e esteios para se salvarem.

Navios e chalupas no porto eram derrubados e perdidos. Uma embarcação, devido ao movimento do mar, e com o afundamento do cais, foi direcionada para os topos de muitas casas e afundou lá.

O terremoto foi atendido com uma depressão de som estrondoso, como aquele de um trovão. Em menos de um minuto, três quartos das casas, e o solo em que elas estavam, com os habitantes, afundaram completamente na água, e a pequena parte deixada para trás não estava melhor do que um monte de entulho!

O impacto foi tão violento que ele atirou as pessoas de joelhos, ou com as suas faces no chão, quando procuravam por abrigo; o solo levantou e inchou, como o mar de ondas, e diversas casas, ainda restantes eram arrastadas e removidas algumas jardas fora de seus lugares; dizia-se que toda uma rua estava duas vezes mais larga agora do que antes.

Em muitos lugares, a terra racharia, e abriria, e fecharia rápida e firmemente, de cujas aberturas, duzentas ou trezentas seriam vistas, no mesmo instante; em algumas, em que as pessoas eram tragadas; outras o fechar da terra, cortava-as ao meio e as comprimia até a morte; e dessa maneira, elas eram enterradas com apenas suas cabeças acima do solo; algumas cabeças os cães comiam!

O Ministro do lugar, em seu relato, disse que era tal a desesperada perversidade das pessoas, que ele estava temeroso de continuar entre elas; que, no dia do terremoto, alguns marinheiros e outros arrombaram e saquearam armazéns, e casas desertas, enquanto a terra tremia sob eles, e as casas caíam sobre eles, no ato; que ele encontrou muitos blasfemando e caluniando, e que as prostituas comuns, que ainda permaneceram no lugar, estavam tão bêbadas e impudentes, como sempre.

Enquanto ele corria em direção ao Forte, um lugar amplo e aberto, para se salvar, ele viu a terra se abrir e tragar uma multidão de pessoas; e o mar, levantando-se sobre elas nas fortificações, igualmente destruiu o largo cemitério, e lavou as carcaças de suas sepulturas, fazendo suas tumbas em pedaços. Todo o cais estava coberto com corpos, flutuando, para cima e para baixo, sem sepultamento.

Tão logo o violento abalo terminou, ele pediu que todas as pessoas se reunissem em oração. Entre elas estavam diversos judeus, que se ajoelharam e responderam como eles faziam, e foi ouvido, até mesmo, chamarem por Jesus Cristo. Depois de ele ter passado uma hora e meia com eles em oração e exortações ao arrependimento, ele estava desejoso de se retirar para alguns navios no cais, e, passando sobre os topos de algumas casas que estavam no mesmo nível da água, chegar primeiro a uma canoa, e, então, para um barco largo que o conduziria a bordo de um navio.

As grandes aberturas no chão engoliam as casas, e de algumas, emergiriam rios completos, jorrando um grande peso de ar, e ameaçando com um dilúvio, toda parte que o terremoto poupou. O todo era atendido com cheiros desagradáveis e o barulho de montanhas desabando. O céu, em um minuto, se tornou escuro e vermelho, como um forno em brasa. Dificilmente uma fazenda de plantio ou engenho foi deixada de pé em toda a Jamaica. Uma grande parte delas foi engolida, casas, árvores, pessoas, e todas em um só buraco enorme, em cujo lugar, mais tarde, apareceram grandes poços de água, que, quando secaram, deixaram coisa alguma, a não ser areia, sem qualquer marca, de que, alguma vez, houve árvore ou planta neles.

Por volta de doze milhas do mar, a terra bocejou e jorrou, com uma força prodigiosa, vastas quantidades de água no ar. Mas a maior violência estava em meio às montanhas e rochas. A maioria dos rios foi interrompida por vinte e quatro horas, pela queda de montanha, até que, elevando-se, eles mesmos construíram novos canais, dilacerando árvores, e tudo com o que se encontravam em sua passagem.

Uma grande montanha rachou-se e caiu no nível do solo, e cobriu diversos estabelecimentos, e destruiu as pessoas que lá se encontravam. Uma outra montanha, depois de diversos saltos ou movimentos, submergiu uma grande parte de uma plantação, situada uma milha além. Uma outra grande e alta montanha, perto de um dia de jornada distante, foi completamente engolida, e onde ela se situava é agora um grande lago algumas léguas de distância.

Depois de um grande abalo, aqueles que escaparam ficaram a bordo de navios no ancoradouro, onde muitos continuaram por mais de dois meses; os abalos todo o tempo, sendo tão violentos, e vindo tão intensos. Algumas vezes duas ou três em uma hora, acompanhados com ruídos aterrorizantes, como o vento ondulante, ou uma depressão de trovão estrondeante, com rajadas fortes de enxofre, que eles não se atreveram a vir para terra firme. A conseqüência do terremoto foi uma enfermidade geral, de vapores nocivos, que assolaram mais de três mil pessoas.

4. Em 28 de Outubro de 1746, dez e meia da noite, Lima, a capital do Peru, foi destruída por um terremoto, que se estendeu uma centena de léguas em direção ao norte, e quantas mais para o sul, em toda a extensão da costa marítima. A destruição não deu tanto tempo para o alarme; porque, no mesmo instante, o barulho, a colisão e a ruína eram percebidos. No espaço de quatro minutos, durante os quais a maior força do terremoto durou, alguns se acharam enterrados, sob as ruínas de casas desabadas; e, outros, esmagados até a morte nas ruas, pelos desabamentos de muros, que caíram sobre eles quando eles corriam de um lado para outro.

Não obstante, a maior parte dos habitantes (que foram calculados em aproximadamente sessenta mil), foi providencialmente preservada, quer nos lugares profundos que as ruínas deixaram, ou no topo das próprias ruínas, sem saber como chegou até lá. Porque, nenhuma pessoa, em tal ocasião, teve tempo para deliberação; e supondo-se que tivesse, não havia lugar de refúgio: Porque as partes que pareceram mais firmes algumas vezes, provaram ser as mais fracas; ao contrário das mais fracas, de tempos em tempos, causaram a maior resistência; e a consternação foi tal, que ninguém se acreditou seguro, até que tivesse escapado da cidade.

A terra bateu contra as construções, com tal violência, que cada choque derrubava a maior parte delas; e essas, causando, em toda sua extensão, grande peso em sua queda (especialmente as igrejas e as casas altas), completavam a destruição de tudo com o que elas se encontravam, até mesmo, com o que o terremoto havia poupado. Os choques, embora instantâneos, eram ainda assim, sucessivos; e, de tempos em tempos, os homens eram transportados de um local para outro, o que era um meio de segurança para alguns, enquanto a completa impossibilidade de movimento preservava outros.

Havia setenta e quatro igrejas, além de capelas, e quatorze monastérios, com tantos hospitais e enfermarias, que foram, a todo o momento, reduzidos a montes de ruínas, e suas imensas riquezas, enterradas na terra! Mas, embora dificilmente vinte casas permanecessem de pé, ainda assim, não parece que o número de mortos somou mais do que mil cento e cinqüenta e uma pessoas; setenta das quais eram pacientes em um hospital, que foram enterradas pelo telhado que caiu sobre elas, quando em suas camas, sem que pessoa alguma fosse capaz de prestar-lhes auxílio.

Callao, uma cidade portuária, duas léguas distantes de Lima, foi engolida pelo mar, no mesmo terremoto. Ela desapareceu das vistas, num instante; de maneira que nem o menor sinal dela agora aparece.

De fato, algumas poucas fortalezas e a força de seus muros suportaram, por algum tempo, toda a força do terremoto: Mas escassamente seus pobres habitantes haviam se recuperado do primeiro susto que a terrível ruína ocasionara, quando, de repente, o mar avolumou-se, e se ergueu a uma altura prodigiosa, investindo furiosamente adiante, e inundando, com tão vasto dilúvio, suas antigas regiões fronteiriças, que, afundando a maioria dos navios que estavam ancorados no porto, e levantando o restante acima dos muros e torres, os direcionou e os deixou em solo seco, muito além da cidade. Ao mesmo tempo, dilacerou, desde os alicerces, todas as casas e construções, com exceção de dois portões, e aqui e ali, alguns pequenos fragmentos dos próprios muros, que, como registro da calamidade, eram ainda vistos em meios às ruínas e águas, -- um monumento espantoso do que eles foram!

Nesta inundação feroz, sucumbiram todos os habitantes do lugar, por volta de quinhentas pessoas. Alguns, quando podiam se segurar em alguns pedaços de madeira, flutuavam, por um tempo considerável; mas aqueles fragmentos, por falta de espaço, continuamente batiam uns contra os outros, e assim golpeavam aqueles que haviam se agarrado neles.

Por volta de duzentas pessoas, a maioria de pescadores e marinheiros, se salvaram. Elas declararam que as ondas, em seu recuo, cercaram toda a cidade, sem deixar meios para preservação; e que, em intervalos, quando a violência da inundação estava um pouco diminuída, eles ouviram a maioria dos gritos e gemidos dolorosos daqueles que pereciam. Estes, igualmente, que estavam a bordo de navios, que, com a elevação do mar, eram carregados, quase completamente sobre a cidade, tiveram a oportunidade de escape. Dos vinte e três navios no porto, no momento do terremoto, quatro ficaram encalhados, e todos os demais afundaram. As poucas pessoas que se salvaram, encima de tábuas foram, diversas vezes, dirigidas ao redor, à uma distância como a Ilha de St. Lawrence, mais de duas léguas do forte. Por fim, alguns deles foram jogados no ancoradouro, e outros na ilha, e assim foram preservados. 

5. Nestes exemplos, nós podemos observar e ver as obras do Senhor, e quão "terrível ele é, em seus feitos, em direção os filhos dos homens". (Salmos 66:5). Na verdade, nada pode ser tão comovente, quanto esta sentença dos terremotos, quando este vem inesperadamente, como um ladrão no meio da noite; -- "quando o inferno se dilata, e abre sua boca, sem medida; e a glória deles, e sua multidão, e sua pompa, e aqueles que se regozijam, caem dentro dele" (Isaías 5:14); -- quando não existe tempo para fugir, ou estratégia de escape, ou possibilidade de resistir; -- quando nenhum santuário ou refúgio permanece; nenhum abrigo é encontrado nas mais altas torres, ou nas mais baixas cavernas; -- quando a terra se abre, de súbito, e se torna a sepultura de famílias inteiras, ruas, e cidades; e os efeitos disto, em menos tempo do que você, são capazes de contar a história dele; tanto enviando uma inundação para afogá-los, ou vomitando labaredas de fogo, para consumi-los, ou se fechando novamente sobre eles, para que morram, por asfixia ou penúria; se não, nas ruínas de suas próprias moradias; -- quando pais e filhos, maridos e esposas, mestres e servos, magistrados, Ministros, e pessoas, sem distinção, no meio da saúde, e paz, e trabalho, são enterradas em um ruína comum, e passam todas juntas, para o mundo eterno; e existe apenas uma diferença, de algumas poucas horas ou minutos, entre as famosas cidades e nenhuma, afinal.

6. Agora, se a guerra for um mal terrível, quanto mais um terremoto, que, em meio à paz, traz mal pior do que a extremidade da guerra! Se a pestilência feroz for terrível, que faça desaparecer milhares, durante o dia, e dez mil em uma noite; se um fogo consumidor for uma sentença espantosa; quanto mais surpreendentemente maior é isto, em que, as casas, e habitantes, e países, e cidades, e regiões, são todos destruídos em um só golpe, em poucos minutos! A morte é apenas o único presságio de tal sentença, sem dar tempo para nos prepararmos para outro mundo, ou oportunidade de procurarmos por algum abrigo neste.

Porque um homem sentir a terra, que se dependura do nada (mas como algumas esferas enormes em meio a um flexível ar rarefeito), tremer debaixo de si, deve preenchê-lo, secretamente, com temor e confusão. A História nos informa dos efeitos temerosos dos terremotos, em todas as épocas, onde se vê rochas rasgadas em pedaços; montanhas não apenas sendo lançadas, mas removidas; colinas, levantadas, não dos vales apenas, mas dos mares, labaredas irrompendo das águas, pedras e brasas expelidas; rios mudados; mares desalojados; a terra se abrindo; cidades, engolidas, e muitos eventos medonhos semelhantes.

De todas as divinas reprovações, não existe uma mais horrível, mais inevitável, do que esta. Porque, onde podemos pensar em escapar ao perigo, se a maioria das coisas sólidas em todo o mundo, estremece? Se aquilo que mantém todas as outras coisas nos ameaça afundar, sob nossos pés; que santuário, nós podemos encontrar, do mal que nos circunda? E para onde podemos nos recolher, se os abismos que se abrem, fecham nossas passagens de todos os lados?

Com que horror, os homens são golpeados, quando ouvem a terra gemer; quando seu tremor sucede suas queixas; quando as casas se soltam de seus alicerces; quando os telhados caem em suas cabeças; e o pavimento sucumbe sob seus pés! Que esperança, quando o temor não puder ser cercado pela fuga! Em outros males, existe alguma forma de escape; mas o terremoto circunda o que ele destrói, e paga a guerra com todas as províncias; e, algumas vezes, deixa nada para trás, para informar a posteridade de seus ultrajes. Mais insolente do que o fogo, que priva as rochas; mais cruel do que o conquistador, que deixa as muralhas; mas voraz do que o mar, que expele naufrágios; ele engole e devora o que quer que destrua. O próprio mar é objeto de seu império, e as mais perigosas tempestades são aquelas ocasionadas pelos terremotos.

III

Eu venho, em Terceiro e ultimo lugar, dar a vocês algumas direções adequadas para a ocasião. E isto é o mais necessário, porque você não sabe quão cedo o último terremoto, com que Deus nos visitou, pode retornar, ou se Ele pode não ampliar, assim como repetir sua ordem. Uma vez, sim, duas vezes, o Senhor tem nos advertido de que ele está se levantando para abalar terrivelmente a terra.

1. Razão pelo qual, tema a Deus, até mesmo este Deus pode, de repente, atirar ambos corpo e alma no inferno! "Entra nas rochas, e esconde-te no pó, de diante da espantosa presença do Senhor e da glória da sua majestade". (Isaías 2:10). Nós não deveríamos clamar: "Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque os teus juízos são manifestos!" (Apocalipse 15:3-4).

Deus fala aos seus corações, como no trovão subterrâneo: "A voz do Senhor clama junto à cidade: -- Ouça a vara e quem a apontou". (Miquéias 6:9). Ele ordena a vocês para se certificarem de seu poder e justiça. "Venham e vejam!". (Apocalipse 6:5), enquanto um selo novo é aberto; sim "venham e vejam as obras de Deus; ele é terrível nos seus feitos, em direção aos filhos dos homens". (Salmos 66:5)

Quando ele faz as montanhas tremerem e a terra se abalar, seus corações não se comovem? "Vocês não me temem?", diz o Senhor; "e não tremerão à minha presença?". (Jeremias 5:22). Vocês não temerão a mim, aquele que pode abrir as janelas do céu, ou fazer emergir as fontes das profundezas, e derramar todas as inundações de vingança quando me agradar? – quem pode fazer "chover sobre as armadilhas ímpias, fogo e enxofre, e uma horrível tempestade" (Salmos 11:6); ou acender aquelas correnteza e exalações, nas entranhas e cavernas da terra, e fazer delas força, em seu caminho para a destruição das cidades, regiões e paises? Quem pode assim, subitamente, transformar uma terra frutífera, em um deserto estéril, um espetáculo espantoso de desolação e ruína?

"A trombeta soprará na cidade, e as pessoas não temerão? Haverá males na cidade, que o Senhor não tenha feito?" (Amós 3:6). "O leão bramiu, quem o temerá? Com Deus, está a terrível majestade; os homens, portanto, devem temê-lo".  (Amós 3:8). Alguns temem; e todos deveriam. Ó, que o temor a Deus caia sobre vocês, neste momento, em que ouvem essas palavras, constringindo cada um de vocês a clamar: "Minha carne treme por temor a ti; e eu estou aterrorizado de teus juízos!".  (Salmos 119:120). Ó, que todos possam ver, que sua mão está agora levantada, como que para golpear; está esticada ainda; e agita sua vara sobre a terra culpada, pessoas adequadas para a destruição! Porque, esta nação não deverá ser visitada? E "E eu não deverei castigá-los por causa destas coisas? —diz o Senhor; ou minha alma não será vingada de tal nação como esta?", (Jeremias 5:9). O que mais, se não um arrependimento nacional poderá impedir a destruição nacional?

2. "Considerem isto, vocês que se esquecem de Deus, para que eu não os despedace, sem que haja quem os livre!". (Salmos 50:22). Esta iniqüidade não pode ser sua ruína, arrependam-se! Este é o Segundo aviso que eu ofereceria a vocês, ou antes, o Primeiro, que é imposto a vocês, mais adiante, explicado. Temam a Deus, e apartem-se do cessem seus pecados neste instante. "Lavem-se, tornem-se puros; tirem fora o mal de seus feitos, de diante dos meus olhos; cessem de fazer o mal; aprendam a fazer o bem", diz o Senhor.

"Exceto se vocês se arrependerem, vocês todos igualmente perecerão". (Lucas 13:3). "Portanto, agora, diz o Senhor", quem não está desejoso de que alguém possa perecer, "Convertam-se a mim, com todo seu coração, e com jejum, e com choro, e com murmurar; e dilacerem seus corações e não suas vestimentas, e voltem para o Senhor seu Deus; porque ele é gracioso e misericordioso, tardio em irar-se, e de grande benignidade, e se arrepende do mal. Quem sabe se ele não se voltará e se arrependerá, e deixará uma bênção, atrás de si?". (Joel 2:12-14).


"Quem sabe?".  Uma questão que faria vocês tremerem. Deus está pesando vocês na balança, e, por assim dizer, considerando, se salva ou se destrói! "Diga, junto aos filhos de Israel: Vocês são um povo obstinado: eu virei até vocês, num instante, e os consumirei; portanto, agora, tirem fora seus ornamentos, para que eu possa saber o que fazer a vocês".  (Êxodo 33:5).

Deus espera para ver qual efeito seus avisos têm, junto a vocês. Ele pausa, no momento de executar o juízo, e clama: "Como desistirei de ti?". (Oséas 11:8). Ou, "por que vocês seriam ainda mais castigados?". (Isaías 1:5). Ele não tem prazer na morte daquele que morre. Ele não executaria seu estranho ato, a menos que a impertinência obstinada deles o compelisse.

"Por que você morrerá, Ó, casa de Israel?" (Ezequiel 18:31). Deus adverte vocês do juízo próximo, para que possam se prevenir, e escapar dele, através do arrependimento oportuno. Ele ergue sua mão, e a sacode sobre vocês, para que possam, vê-la, e impedirem o golpe. Ele lhes diz: "Agora está posto o machado á raiz das árvores" (Mateus 3:10). Portanto, arrependam-se; produzam os bons frutos; e vocês não serão derrubados, e lançados no fogo. Ó, não desprezem as riquezas de sua misericórdia, mas façam com que elas os conduzam ao arrependimento! "E tenham por salvação a longanimidade de nosso Senhor" (II Pedro 3:15). Não endureçam seus corações, mas voltem para Ele que os golpeia; ou, preferivelmente, que vocês possam voltar e serem poupados!

Quão vagaroso é o Senhor para irar-se. Quão relutante para punir! Através de quais passos lentos, ele vem executar a vingança! Quantas aflições mais leves, antes do sopro final!

Ele acenaria ao homem, em seu cavalo vermelho para retornar e diz: "Espada, vá através desta terra"; nós podemos nos queixar que ele não nos deu aviso? A espada, primeiro, não privou nos arredores; e nós, então, não a vimos dentro de nossos limites? Ainda assim, o misericordioso Deus disse "Até aqui, tu deves vir, e não mais além"; ele interrompeu os invasores no meio de nossa terra, e os fez voltar novamente, e os destruiu.

            Ele enviaria o homem no cavalo empalidecido, cujo nome é Morte; e a peste destriria milhares e dezenas de milhares de nós; podemos negar, que primeiro ele nos alertou, através da mortalidade feroz em meio ao nosso rebanho?

Assim, se nós provocamos a ele, para devastar a terra, e derrubá-la, e nos destruir, como ele o fez com Sodoma e Gomorra; nós mesmos não procuramos por isto? Nós não temos razão para esperarmos alguma calamidade como esta; sem notícia prévia; sem tremer a terra, antes de ela se divida; sem estremecer, antes que abra sua boca? Ele não deu exemplos de tão terrível sentença, diante de nossos olhos? Nós nunca ouvimos da destruição da Jamaica, ou Catânia, ou aquela de Lima, que aconteceu ontem mesmo? Se nós perecermos, por fim, pereceremos, sem desculpa; porque o que poderia mais ter sido feito para nos salvar?

Sim; tu tens agora um outro chamado ao arrependimento; uma outra oferta de misericórdia, quem quer que tu sejas, que ouças essas palavras. Em nome do Senhor Jesus, eu advirto a ti, uma vez mais, como um atalaia sobre a casa de Israel, para fugires da ira vindoura! Eu quero que tu te lembres (se tu esqueceste disto tão rapidamente), do último terrível juizo, por meio do qual Deus te sacudiu sobre a boca do inferno! Teu corpo ele provavelmente despertou, através dele; mas ele despertou tua alma? O Senhor esteve no terremoto, e colocou uma solene questão em tua consciência: "Tu estás pronto para morrer?". "Tua paz é criada por Deus?". Estivesse a terra exatamente agora para abrir sua boca, e tragar a ti, o que seria de ti? Onde tu estarias? No seio de Abraão; ou erguendo teus olhos no tormento? Tiveste, tu, perecido no terremoto, tu não terias morrido em teus pecados, ou antes, ido diretamente para o inferno? Quem impediu tua condenação? Ele foi o Filho de Deus! Ó, prostra-te agora, e O adora! Dá a Ele a glória de teu livramento; e devote o resto de teus dias a seu serviço!

3. Este é o Terceiro aviso que eu daria a vocês: Arrependam-se e creiam no Evangelho. Acreditem no Senhor Jesus, e vocês ainda serão salvos. Beijem o Filho, a fim de que ele não se ire, e vocês pereçam. O arrependimento somente não terá proveito algum a vocês; nem vocês se arrependerão, exceto que vocês confessarem com seu coração quebrantado, o mais condenável de todos os seus pecados, sua descrença; vocês terem rejeitado, ou não aceito Jesus Cristo, como seu único Salvador. Nem vocês poderão se arrepender, exceto se ele mesmo der o poder; exceto se o Espírito Dele os convencer do pecado, porque vocês não crêem Nele.

Até que vocês se arrependam de sua descrença; todos os seus bons desejos e promessas são em vão, e desaparecerão como a nuvem da manhã. As promessas que vocês fizeram, em um momento de dificuldade, vocês esquecerão e quebrarão, tão logo a preocupação esteja terminada e o perigo tiver passado.

Mas vocês se livrarão de sua maldade, ao suporem que o terremoto não poderá retornar? Deus nunca necessita de maneiras ou meios de punir os pecadores impenitentes. Ele tem milhares de outras sentenças em reserva; e se a terra não abrir sua boca; ainda assim, é certo que vocês, por fim, serão tragados pelo poço sem fim do inferno!

Tu já escapaste daquela morte eterna? Então, recebe a sentença da morte em ti mesmo, tu miserável, autodestrutivo pecador! Conhece tua necessidade da fé viva, salvadora, divina! Geme sob teu fardo de descrença, e se recusa a ser confortado, até que tu ouças a Ele dizer de sua própria boca: "Tem ânimo, teus pecados foram perdoados de ti".

Eu não posso tomar por certo, que todos os homens têm fé; ou falar para os pecadores desta terra, como para os crentes em Jesus Cristo. Porque onde estão os frutos da fé? A fé operada pelo amor; a fé que domina o mundo; a fé que purifica o coração; a fé, em sua menor medida, remove montanhas. Se tu podes crer, todas as coisas são possíveis a ti. Se tu és justificado pela fé, tu tens a paz com Deus, e regozijas na esperança de seu glorioso aparecer.

Aquele que creu tem o testemunho em si mesmo; tem a garantia do céu em seu coração; tem o amor mais forte que a morte. A morte para um crente perdeu seu aguilhão; "portanto, que ele não tema, embora a terra seja removida, e embora as montanhas sejam levadas para o meio do mar". (Salmos 46:2). Porque ele sabe em quem ele creu; e que "nem a vida, nem a morte serão capazes de separá-lo do amor de Deus que está em Jesus Cristo, seu Senhor".
           
Tu crês assim? Prova, para teu próprio eu, através da palavra infalível de Deus. Se tu não tens os frutos, efeitos, ou propriedades inseparáveis da fé, tu não tens fé. Vem, então, para o Autor e Consumador da Fé, confessar teus pecados, e a raiz de toda – a tua descrença, até que ele perdoe a ti, teus pecados, e limpe a ti de toda iniqüidade.Vem para o Amigo dos pecadores, cansados e oprimidos, e ele dará a ti perdão! Lança tua pobre alma desesperada em seu amor! Entra na rocha, na arca, na cidade do refugio! Pede e tu receberás a fé e o perdão, juntos. Ele esperou para ser gracioso. Quaisquer que sejam os juízos que venham nestes últimos dias, ainda assim, quem quer que clame pelo nome do Senhor Jesus, será liberto.

Invoca-o agora, ó pecador! E continua em oração constante, até que ele responda a ti na paz e poder! Lute pela bênção! Tua vida, tua alma, está em risco! Clame poderosamente a Ele: -- "Jesus, tu, Filho de Davi, tem misericórdia de mim. Deus, sejas misericordioso para comigo, pecador!". Senhor me ajuda! Ajuda em minha descrença! Salva-me ou perecerei! Borrifa meu coração preocupado! Lava-me, totalmente, na fonte de teu sangue; guia-me, através de teu Espírito; santifica-me, totalmente e receba-me na glória!

"Agora a Deus, o Pai".

[Editado por George Lyons da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), para a Wesley Center for Applied Theology.]